Quem Somos

AIEPC

1 – Um grupo de cidadãos clientes do BES/Novo Banco decidiu reunir-se, dia 10 de Janeiro de 2015 onde conversou e reflectiu colectivamente sobre a sua situação comum de não reembolso pelo Novo Banco de aplicações de poupanças em papel comercial vendido aos balcões do BES;

2 – Em comum, partilhamos o sentimento de engano, pela forma como os produtos nos foram vendidos, sendo que sempre nos foi dito “isto é como depósitos a prazo”, “isto é seguro”, “isto é Espírito Santo”;

3 – Em comum também a circunstância de todas as aplicações em causa terem sido realizadas por iniciativa e incentivo do BES e com a agravante de, em muitas situações, os clientes terem sido motivados e aconselhados a resgatar depósitos a prazo e planos de poupança já a pensar na velhice para investir nestes produtos sempre com o argumento de terem a garantia “Espírito Santo”;

4 – Os depósitos a prazo em causa, julgávamos nós, não serem de todo “apostas em casino”, mas sim uma aplicação segura pela confiança depositada na instituição BES que consabidamente era a referência na banca privada nacional, aliás, se dúvidas houvesse, o facto de ter sido o único banco português a não recorrer à linha de crédito da Troika para o sector bancário só veio reforçar a sua imagem de solidez e saúde financeira;

5 – O certo é que no Verão passado o “banco referência” colapsou e nós, de clientes premium, passámos a clientes invisíveis, esquecidos, desconsiderados e incómodos para o Novo Banco;

6 – De facto, o que nos trouxe até aqui foi exatamente a indefinição de resposta à nossa situação por parte da administração do Novo Banco e a convicção que se nada fizermos perderemos irremediavelmente as poupanças de uma vida;

7 – Acreditamos na instituição Novo Banco, aliás, continuamos seus clientes, mas queremos definição e compromisso claro e inequívoco deste em como seremos reembolsados e veremos o nosso dinheiro de regresso às nossas contas;

8 – Com este propósito, decidimos organizarmo-nos em associação aberta a todos os que a ela queiram aderir, sendo que representamos já um universo superior a uma centena de pessoas;

9 – Assim, comunicamos que de ora em diante será a associação “Os Indignados e Enganados do Papel Comercial” a representar os nossos interesses e que o primeiro passo será o pedido de reunião com a administração do Novo Banco, com o Banco de Portugal, com a CMVM e com os partidos políticos;

10 – Por último, queremos ainda sublinhar que a associação exigirá a apresentação de uma solução antes da venda do Novo Banco, sem prejuízo de serem tomadas as medidas indispensáveis à salvaguarda dos interesses dos seus associados.